03 maio 2012

Névoa

 - Parte um -

Estava frio. Naquela estação deserta, somente nós e aquele clima enevoado e sombrio, uma garoa fininha e um céu de nuvens indecisas. Meus olhos percorriam tudo em volta, fugindo dos dele. Sabia q se nossos olhos se encontrassem, não seria possível fugir.
Sentados no chão de costas, apoiados um no outro, sentia o seu calor através das  roupas grossas de inverno. Eu falava sobre meus pensamentos, sobre o que eu sentia e sobre como a nossa amizade tinha tudo pra chegar a um nível de extrema cumplicidade, e dizia que ele era a pessoa certa, o amigo ideal, "aquele pra ficar em silêncio". Eu realmente sentia isso.
Me senti tonta, confusa e um pouco tímida ao confessar que apesar de todo esse anseio por uma amizade verdadeiramente leal, eu sentia vontade de me aproximar mais, apenas uma vez, e sentir o calor dos seus lábios. Era errado, eu sei, mas aquilo me consumia, eu tinha ao menos que falar e ele tinha que ouvir. Ouvi seu suspiro e em seguida as palavras que já esperava ouvir. Aquilo não era certo.
Levantei-me e, com a ansiedade de costume, me pus a andar de um lado pra outro, tentando esmaecer no horizonte aqueles pensamentos. Encostei numa coluna, e fixei os olhos em luzes distantes, embaçadas pela névoa. Ele parou na minha frente e pegou minha mão. Estremeci, desviei os olhos pros meus pés. Ele colocou minha mão sobre seu peito, seu coração batia rápido, e ele dizia q batia por mim, e que batia da mesma forma toda vez que me via. Minhas pernas estavam ficando sem força. 
Recomecei a andar de um lado a outro, e rir como boba. Não sabia mais o que fazer, minha cabeça e estômago giravam. Ele me disse que nossa amizade não morreria ali, e me deu um abraço com tanta ternura, como nunca tinha me dado. Aquilo me tirava o ar e as forças, mas me mantive firme. Eu precisava ser firme naquele momento. [...]

Ai fomos abduzidos por aliens Continua...

::: Minha mais nova aventura: escrever! :::

23 abril 2012

Ficção

Uma porta, é o portal para o meu sorriso.
Sempre que passo por tal porta, disfarçadamente meus olhos correm em volta procurando sua imagem, e sorrio por dentro quando o vejo ali, no mesmo lugar.
Sempre desajeitada, sento violentamente na cadeira e, ainda ofegante por meus passos sempre acelerados, dou o primeiro cumprimento do dia. Ao contrario de todas as garotas com seus beijinhos no rosto, eu sempre chego com meu "oiee", seguido de alguma reclamação contra o calor...
Eu, sempre com alguma piadinha de ultima hora na cabeça, faço questão de expressá-las, só pra ter a oportunidade de iluminar os dias com um daqueles sorrisos...
Ora de minha parte, ora dele, o passado sempre vem a tona, as decepções principalmente. É incrível como as pessoas q nos causam dor sempre estão presentes. 
E foi ouvindo-o e lendo seus sentimentos através dos olhos que eu antes evitava, que hoje eu sinto um tipo de necessidade, a de protegê-lo. De defendê-lo do que possa machucá-lo, das chamas incandescentes que insistem em queimar seu coração, tão doce...
O que sou? Nada. Mas desse nada pode surgir uma força imensurável, capaz de tudo. Capaz de destruir qualquer coisa que tente consumir tão amável ser.
Não sou nada, mas por ti posso ser.

17 abril 2012

Rafael

Deixando de lado todas as ocorrências e deprimências da vida, vim hoje falar de alguém.
Rafael, pessoa engraçada e suuuuuper divertida, que sem saber tem melhorado meus dias no novo trabalho.
Na verdade, ele só é legal por que ri das babaquices que eu falo =P
Rafah, se vc não tiver pri e ler isso, fica sabendo que de alguma forma vc já ganhou minha consideração, e que por isso eu vou te matar por ultimo xD
Falando sério, não tenho tanta experiencia nem talento pra escrever como vc, mas é sincero (=

Enfim... Sei lá, ele me inspira, é só isso =3

15 abril 2012

Poemas.

Eu nem tava afim de postar hj, mas vim.
Dia estranho. Ontem li alguns textos do Blog Fala Aeh! que me deixaram um tanto sensível e pensativa. Não pensativa a respeito dos textos, mas a parte poética fez pensar mais por mim. Sensação que não tinha há tempos de que tenho que fazer alguma coisa. Dia tranquilo, tirando isso.
Notei que essa parte pensativa-depre me faz ficar agressiva e com humor alterado - ou talvez eu tenha alguma razão em ficar com raiva por ter sido deixada sozinha até meia noite - e isso não me faz nada bem.
Deu uma saudade de fazer loucuras - ou talvez eu já tenha tal saudade a tempos, só não assumia - e dormir tarde.
E por fim... Acho que me conformei em parar a batalha por coisas q não dependem só de mim - ou talvez por coisas q os outros não querem mesmo - e sosseguei.

Acho que a guerra, antes dada como terminada, na verdade está só começando.

14 abril 2012

Changes

Quase um ano desde o meu ultimo post, e eu nunca entendi por que tendo tanto a dizer eu não digo... Acho que a ideia de segredos não dá muito certo comigo...
Bem, em um ano bastante coisa mudou, mas ao mesmo tempo nada saiu do lugar.
Quanto ao equilíbrio e o blablablá de me sentir viva do post anterior, tá tudo igual, o que mudou é algo mais profundo...
Estou mais centrada, mais focada e menos emotiva...
Estranhamente me abrindo um pouco, ultimamente não tenho chorado por coisas que normalmente eu choraria.
Se isso é mal sinal ou não eu não sei dizer, mas é uma das coisas que mudou.

Mas acima de tudo, Tem coisas que nunca mudam....

Tomei certa decisão, a partir daqui esse blog vai se tornar um diário literal - dizendo como foi meu dia - e talvez explorando sentimentos, sonhos e abordando ocorrências mais -, isso é claro se eu tiver o que escrever todo dia.

Eh issu. Kissu.